1.3.07

A verdade. Nada mais que a verdade.

Ah, a internet! Além de poder xeretar a vida dos outros e acessar pornografia gratuita, na rede ainda dá pra encontrar alguns filmes que dificilmente chegarão aqui. Principalmente documentários, esse gênero tão discriminado nos cinemas de Pindorama. Virou um vício pra mim e me afastou de coisas ruins, como meu blog. Mas, claro, eu não poderia deixar de compartilhar com os meus queridos 3 leitores as boas descobertas que fiz.

Soccer na terra do Football

A inacreditável história da primeira tentativa de popularização do futebol nos EUA, a partir da excêntrica história do N.Y. Cosmos, já fariam de ”Once in a Lifetime” um ótimo filme.



Mas a edição pop e a trilha composta de hits dos anos 70 deixam o filme tão divertido como jogar uma pelada com os amigos. Ou ficar fofocando, para as meninas. Aliás, as fofocas de bastidores e as brigas de egos entre os jogadores são as partes mais engraçadas do documentário.



Construções de papel



Ele corta, cola e retorce papéis. Está pronto mais um projeto e seus assistentes que se virem para colocar aquelas maluquices de pé. “Sketches of Frank Gehry” faz um resumo das obras do arquiteto americano e mostra ainda o seu maluco processo criativo. Ótimo para desintoxicar de tanto Niemeyer.



Filme estranho com gente esquisita


Koyaanisqatsi

Não tem como errar: belas imagens da humanidade com uma trilha musical new age acompanhando. O documentário “Koyaanisqatsi” inaugurou o gênero nos anos 80 e “Baraka” veio na cola, aproveitando os avanços tecnológicos do cinema para mostrar imagens ainda mais impressionantes. Ótimo para uma viagem sem sair de casa. Entenda como quiser.


Baraka

Um carro inconveniente



A GM desenvolve um carro rápido, econômico, não poluente e barato. E, depois, o que faz? Manda destruir todos eles! Parece brincadeira, mas está tudo documentado em “Who killed the electric car?” Em tempos de aquecimento global, mais informação sobre o assunto para você arrebentar nas discussões de butiquim.



A voz desafinada da América

Se, para você, exemplo de cantor “engajado” é o Bono Vox, assista “The U.S. vs John Lennon”. Toda a história de como as peripécias do inglês acabaram fazendo com que ele comesse o pão que o diabo amassou. Além de ter comido, também, a japonesa que o diabo amassou. Interessante ver como as situações da vida do cantor vão refletindo nas letras das suas músicas.


The U.S. vs John Lennon

Na mesma linha vai o documentário “Shut up and Sing”, que, além de tudo, tem um nome genial. Em uma espécie de “Teoria do Caos Musical”, a vocalista do trio country Dixie Chicks fala mal de Bush em Londres e uma revolução acontece nos EUA. O antes, o durante e o depois de mais um impressionante caso de “redneckism”.



Uma camera na mão e uma bala na cabeça.


The War Tapes

“Resgate do Soldado Ryan” só que ao vivo, a cores e de verdade. Tudo o que não se conta sobre a Guerra do Iraque está em “The War Tapes”, filmado e editado pelos próprios soldados americanos e em “The Ground Truth”, que fala sobre as tragédias que o Governo do Tio Sam esconde relacionadas com a Guerra. Não recomendados para estômagos fracos.


The Ground Truth

O Roriz Americano



Americanos votam mal, como os cariocas, e elegem um Roriz, como os brasilienses. “…So goes the nation” mostra a eleição Kerry x Bush em Ohio, o estado americano que é a síntese do país. As mancadas dos marqueteiros de Kerry, as maracutaias dos partidários de Bush e uma aula de como a arrogância dos intelecutais vira a maior arma dos ignorantes.



Pra pesquisar o que há de novo (ou antigo) em documentários, eu dou sempre uma olhada no site de trailers da Apple ou no blog True Films. E, se você estiver com muita preguiça de correr atrás das películas, o Tio LLL ainda pode fazer uma cópia da videoteca particular dele pra você. ;)

UPDATE

Deixei para assistir "Jesus Camp" depois de colocar esse post no ar. A idéia era fazer uma segunda parte com novos documentários. Mas não vai poder ficar para depois...



Mais assustador que o bispo chutando a santa. Mais horripilante que a menina pastora. Se o Oscar premiou "Uma verdade inconveniente" por causa do perigo do aquecimento global, devia ter dado uma estatueta também para "Jesus Camp", que concorreu na mesma categoria.



Partindo da linda premissa "se no Paquistão as crianças são treinadas pelo Islã, porque não podemos fazer o mesmo aqui?", um grupo evangélico lava a cabecinha de suas crianças em nome de Jesus, tá amarrado, irmão. Entre pérolas como "No Antigo Testamento, Harry Potter teria sido condenado à morte", o documentário acompanha 3 crianças "renascidas" na religião.



O mais interessante é que, fora cenas de um radialista americano que se indigna com o que está acontecendo nessas comunidades, o filme inteiro pode ser visto com revolta, pelos "infiéis", mas também como a materialização do Céu na terra pelos crentes. A trilha, estilo Arquivo X, contribui para dar um ar até extraterreno para o que está passando na tela. Sem dúvida nenhuma, é o mais impressionante de todos os documentários que assisti. Meda, muita meda.

Lomoman Returns



Enquanto seu post não vem, você pode ir se divertindo vendo mais algumas lomos x-processadas minhas aqui.

Espaço (vazio) Oscar Niemeyer



Estive em Goiânia na semana passada e resolvi conhecer o Centro Cultural Oscar Niemeyer (Vergonha: ainda nem fui no daqui de Brasília). Logo de cara uma coisa me chamou a atenção: o acabamento ruim dos prédios. Se você olhar bem na foto, dá pra ver que a mais nova oca do Oscar é um pouco falha. O mesmo acontece nos outros prédios, com pintura descascando e paredes irregulares. Se as construções me assustaram um pouco, o acervo ainda mais. Na verdade, não havia nada exposto em nenhum dos 3 prédios. Nada permanente que possa distrair visitantes incautos, como eu, em uma passagem rápida pela cidade. Esta semana já é possível ver exposições e shows patrocinados pelo Banco do Brasil. E, dizem, o Museu de Arte Contemporânea será instalado lá. Enquanto isso, só deu mesmo pra tirar fotos dos espaços vazios.

15.2.07

Quem tem boca...

Só no meu ultimo dia de confinamento do Big Hunger Brasil descobri que tinha WiFi aqui na roça. Tsc tsc tsc...

... acaba falando demais

Ainda bem. Fome + tristeza iam acabar transformando isso aqui no Muro Virtual das Lamentações. Amanhã já volto para BSB pra passar mais um carnaval candango. Menos mal, não vou ser o Rei Momo.

***

Outra vantagem de ficar sem internet é aproveitar o tempo pra ler. De verdade, livro, papel. E finalmente encarei o "Extremely Loud & Incredibly Close", do Safran Foer e em inglês. Muito foda e cheio de frases marcantes.

***

"You cannot protect yourself from sadness without protecting yourself from happiness"

***

E essa dor aqui no estômago, desta vez, não é falta de comida.

12.2.07

Live from Misunderstandingville

É, no mínimo, em-bas-ba-ca-dor ver uma mulher fazendo as mesmas coisas quem sempre cobram e criticam nos homens. Está decretado: ninguém mais pode se fazer de coitadinho.

***

Não sei se era por causa dos acontecimentos ao redor, mas um techno dilascerante nunca me pareceu tão adequado como trilha sonora. Vai ser a música do meu aniversário.

***

Música perdida da noite: Body Language - Booka Shade vs. M.A.N.D.Y. Aliás, body language e mind descontrol foram as tônicas da noite.

***

Nunca é demais repetir: homem não é tudo igual...

7.2.07

Último desejo

Por favor, por ocasião do meu passamento, coloquem em uma bela caixa de presente o meu coração e enviem para essa senhorita aqui. Merci.


Anne Hathaway. Ai, ai...

6.2.07

1.2.07

Mark Farina - A história completa



Além do vídeo aqui em cima, tudo sobre a ida do Mark Farina a Campo Grande está nesta matéria que escrevi para um site chamado RefMag. Nada demais, mas você pode ver umas fotos e ter uma idéia do que perdeu.

30.1.07

Mark Farina @ Garage



Foi lindo. E logo logo eu dou mais detalhes em uma matéria para um site daqui de BSB.


Gotas de luxo no Garage, Campo Grande

24.1.07

Merchã

Quem não conhece direito o que eu apronto por aí, coloca o dedo aqui.

Recuerdos

Una botella de Malbec
Un viaje hasta el Éden
Y la música diciendo
"poco fue lo que quedó"
Los recuerdos del dolor
y verdes fotos
del fin de amor

22.1.07

My own private Babel

Em tempos de Internet e relacionamentos escritos, a gente acaba esquecendo como a entonação de uma frase pode fazer toda a diferença em uma conversa. E me lembrei da pior maneira que poderia acontecer.

***

Ainda assim, da mesma forma que quem não quer ver estrelas não olha para o céu - como diria minha tia Neide - tem gente que só escuta certas coisas da maneira que se acostumou a sempre escutar.

***

Isso tudo vem da seguinte constatação: por mais idiotas que sejamos, nós, homens machos do sexo masculino, sabemos muito bem como as mulheres são diferentes entre si. As piranhas, as certinhas, as indecisas, as decididas, as modernas, as conservadoras... Enquanto isso, 99% das mulheres continuam achando os homens todos iguais. E vão continuar pastando muito por causa disso. Bem feito.

***

E o saldo mais negativo de toda essa história: a Ana vai nascer com cara de empadão goiano. :/

21.1.07

Big Fields - O Retorno

Mark Farina, no Garage, em Campo Grande? Vou ser OBRIGADO a ir, né? :D

19.1.07

Black In

Criolona, a versão bombada do Criolina, com música black todas as quintas-feiras na tal da Platz. Gays, sapas, playboys, patricinhas, todos sobre o mesmo teto e sem stress. Bom, têm as filas...

Black Out

Chegar em casa 3 da manhã, ébrio, e ter que subir 5 andares de escada, no escuro, porque não tem energia.

15.1.07

Papo Cabeça

Moça 1: Queria arrumar um atestado pra não ter que trabalhar amanhã...
Moço: Meu pai pode te dar um. E ele é médico de mulher.
Moça 2: Psicólogo?

12.1.07

Nota rápida para referência futura

Ontem percebi uma brasa (mora?) em uma fogueira há muito apagada. Nice!

Teorias Econômicas Aplicadas de LLL

O problema não é ter pouco dinheiro. O grande desafio é ter médio-dinheiro. Quem tem muito dinheiro, não se preocupa. Faz o que lhe der na telha. Quem tem pouco dinheiro, também não se preocupa. Se conforma e não faz caceta nenhuma. Agora, quem tem médio-dinheiro, cai na sétima esfera do inferno que é fazer contas. E na danação eterna do "quase": quase dá pra comprar um apê, quase dá pra ir pra Europa, quase dá pra comprar um carro importado.

***

Por falar nisso, o que um goiano de Aparecida de Góias vai fazer com R$ 52 mi??? Naquelas tradicionais entrevistas pré-sorteio, sobre o que as pessoas fariam com o dinheiro, um senhor respondeu: "Eu terminaria de construir minha casinha". E depois ficaram rindo de mim quando propus criar um cadastro de pessoas autorizadas a ganhar na loteria.

***

Acertei um terno nesse concurso de R$ 52 milhões. Um antigo chefe não jogava na loteria porque tinha medo de acertar a quina e ficar com aquele último número assombrando ele a vida inteira. Faz sentido. Mas ganhar R$ 15 mil até que não ia mal.

A verdadeira vergonha nacional

Que Congresso que nada! A verdadeira vergonha de Pindorama é a fila. Ela é a maior e a mais chata prova de que esse país não vai dar em nada. E nunca vai conseguir entrar em lugar nenhum. Imagina, uma nação que não consegue organizar uma fila querendo fazer um Panamericano e uma Copa do Mundo.

***

Não tem jeito. A fila ontem era só para entregar a comanda do bar. Sem anotações, sem enrolações, sem burocracia. Chegou na boca, entrou. Mas, pra quê esperar 10 minutos na fila, se eu posso ficar chorando 20 minutos com o segurança e entrar lá na frente? "Eu tenho osteoporose" "Eu sou amigo do primo da tia do dono" "Eu já estava aí dentro, só saí pra ver o céu". Morte aos furões e aos VIPs. Morte não. A eterna espera em uma fila infinita. Como um castigo de Prometeu nos tempos modernos.

***

Momento ótimo da fila: o rapazinho chega na boca da fila com a namorada e uma lata de Sprite. Veja bem, não era uma taça de champanha, nem um copo de Blue Label. Era uma Sprite. "Com a lata não entra", diz o segurança. E o murrinha resolver terminar o líquido antes de entrar. Meia lata de Sprite! Nisso, um "trenzinho da alegria" fura a fila, as comandas acabam e o mão-de-vaca, que estavas prestes a entrar, tem que esperar uns 15 minutos mais! Isso nos leva à Primeira e Única Lei Fundamental da Fila.

***

Primeira e Única Lei Fundamental da Fila: a fila não é um fim. Ela é um meio. A fila é um obstáculo entre você e algum objetivo. Quanto mais rápido você se livrar dela, melhor. Não bata papo, não deixe espaços, não fique desatento. Uma bobeira e um espertinho toma seu lugar. Olhe sempre pra frente, faça cara de puto. Um furão de fila fura sempre na frente de pessoas que parecem estar de divertindo na fila. Nunca na frente de alguém que parece ser capaz de matar para não estar ali.

***

Acho que foi na Trip deste mês que li sobre as filas na China. Um turista chega ao aeroporto achando interessante como os chineses se empurram nas filas. No fim da viagem, o mesmo turista aprendeu a puxar os chineses pelo braço, pelos ombros, pela roupa pra que eles não furem fila. Ora, em um país com 4 BILHÕES DE PESSOAS, a fila tem que ser considerada mesmo um problema, no mesmo nível da gripe aviária. Mas aqui dá pra esperar um pouquinho, poxa!

***

Fila custa tempo. E já não quero mais perder tempo fazendo uma coisa chata dessas. Não querer perder tempo. Será esse o primeiro sintoma de velhice? Quantas filas eu enfrentei sem reclamar quando era mais novo e para entrar nas piores roubadas possíveis. Ou é só nosso nível de exigências que também aumenta? E isso também não é sintoma de velhice?

8.1.07

Voltando. Mas beeem devagarinho...



Sem pressa, porque acabei de voltar da Bahia, vou retornando às atividades por aqui. Com algumas boas histórias, muitas fotos e disposição renovada para um ano que promete. Feliz 2007 pra vocês também.

25.12.06

Ho Ho Ho, Rei!



Espero que tenham todos passado um bom Natal e aproveito para deixar, neste fim de ano eleitoral, os meus votos de um Feliz 2007. Esse blog retorna dia 07 de janeiro ou em edição embriagada, ensolarada e especial direto da Bahia, que eu não sou de ferro. Ainda bem, porque a maresia que eu vou pegar...

l.

19.12.06

Próxima parada (?)

South of the border, down Mexico way,
That's where I fell in love
When the stars above came out to play.
And now as I wander, my thoughts ever stray
South of the border, down Mexico way.


Frank Sinatra - South of the Border

Margaritas, cervezas, playas, tacos... ¿Será?

18.12.06

Enquetes LLL

Eu não participei de nenhum amigo oculto esse ano.
Isso é bom ou ruim?

Sobre começos e términos

Resolvi começar um curso. E uma dieta. Resolvi começar um curso em uma quadra com uma das melhores carnes de sol da cidade, a melhor pizza da cidade e as melhores cervejas do mundo. Resolvi que, este curso, eu vou terminar. Já a dieta, pelo jeito, eu vou só começar.

17.12.06

In her shoes



I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere i go you go, my dear;
and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate(for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart.

I carry your heart (I carry it in my heart)


e.e. cummings


P.S.: Tô apaixonado pela Toni Collette. Pelo menos nas atuais condições de temperatura e pressão...

12.12.06

Hoje tem marmelada???



Finalmente um circo em Brasília em que o palhaço não é você!

29.11.06

Música é para ver



Quantas letras de músicas já disseram exatamente o que você estava sentindo mas nunca conseguiu colocar em palavras? Aposto que muitas. E agora dá pra usar esses tantos versos pra decorar a sua casa. Um projeto da EMI chamado "It's Pop. It's Art" vai transformar em quadros suas estrofes favoritas. Basta escolhê-las no banco de dados de mais de 1 milhão e meio de músicas da gravadora.

Bom, essa é a boa notícia.

A má notícia é que - com exceção das primeiras músicas escolhidas para o projeto (entre elas "Last Night a DJ Saved my Life" do Indeep) que custam 65 libras aqui - a criação de um quadro personalizado com sua música predileta vai custar nada mais, nada menos, que 4000 libras! Bom, melhor deixá-las no peito mesmo...

25.11.06

Pra frente, Brasil!

Fiquei sabendo que um filme do Bressane tinha sido selecionado pro Festival de Cinema de Brasília mas não ficou pronto a tempo, sendo substituído por outra película. E depois ainda tem gente que diz que esse país não tem jeito! Ou, como diria Tutty Vazques, "essas coisas a oposição não vê!"

21.11.06

Crescei-vos e Multiplicai-vos!



E na esperança de aumentar a audiência e o número de comentários nesse buteco, apresento-lhes Júlia, a mais nova integrante da família Silva. Aproveito para deixar registrado meu aviso à mocinha: as coisas por essas bandas não andam fáceis!

17.11.06

Soledad,
aqui están mis credenciales,
vengo llamando a tu puerta
desde hace un tiempo,
creo que pasaremos juntos temporales,
propongo que tu y yo nos vayamos conociendo.
Aquí estoy,
te traigo mis cicatrices,
palabras sobre papel pentagramado,
no te fijes mucho en lo que dicen,
me encontrarás
en cada cosa que he callado.
Ya pasó
ya he dejado que se empañe
la ilusión de que vivir es indoloro.
Que raro que seas tú
quien me acompañe, soledad,
a mi, que nunca supe bien
cómo estar solo.


Soledad - Jorge Drexler e Maria Rita

12.11.06

Sobre ursos e gentes



Dois documentários, de dois velhos - e excelentes - diretores. Aluguei, no mesmo dia, "O Fim e o Princípio" do Eduardo Coutinho e "O Homem Urso" do Werner Herzog. E, coincidentemente, os dois filmes mostravam a relação do homem com a natureza. O alemão mostra a história de um "pesquisador" de ursos no Alaska. Coutinho, a vida e a história de uma comunidade no interior da Paraíba. E tão diferentes quanto as realidades desses dois lugares são os caminhos tomados pelas pessoas dos 2 filmes. O "Homem Urso", conta a trajetória do ativista Timothy Treadwell, que por 13 anos conviveu com ursos no meio do nada na esperança de protegê-los. No fim das contas, por inconformismo ou simples loucura, "Timmy" só que fazer parte daquela natureza, virar um dos ursos. Ao contrário, em "O Fim e o Princípio", o sertão duro e seco, não consegue fazer com que as pessoas desistam da sua humanidade. Por indiferença ou por fé.

Tell me now, how do I feel*



O show foi ótimo, apesar do som baixo. Encontrei, como imaginei, pessoas que saíram direto dos anos 80 lá para o Nilson Nelson. E amigos novos também. Dancei como nas festinhas na casa dos amigos do Santo Antônio. Dancei mais ainda com o Peter Hook, como DJ, tocando milhões de remixes do New Order, numa festa pós-show. Ele, simpaticíssimo, distribuindo autógrafos e sorrisos para todos. Mas, de todas as coisas ao redor do concerto, não foi isso o que mais me chamou a atenção.



No dia do show, acordei pensando em dar logo uma olhada no, dito, principal jornal da cidade, para saber mais sobre a festa. "Capa do caderno 'Final de Semana'", eu imaginei. E olha o que encontrei: lá dentro do caderno, escondido entre restaurantes e filmes estreiando, uma notinha de 3 colunas por uns 20 centímetros sobre o show. E, o horror, na página oposta uma outra nota, com quase o dobro do tamanho, sobre a banda Calypso. Detalhe sórdido, meus amigos: essa banda não é a "famosa" banda Calypso, da loira e do loiro oxigenados. É uma outra! A Calypso do Pará! Uma espécie de franchising do forró-brega. Foi quase uma ofensa pessoal. E não tem nada a ver com gosto musical. É uma simples constatação de quem é mais importante pra música mundial e também no Brasil! New Order ou Calypso DO PARÁ?!?!



A única explicação que consegui imaginar pra isso foi uma possível implicância do jornal com o produtor do evento, Rafael Reisman. E aí chegamos onde eu queria chegar O cara é chato, prepotente, mas é a única pessoa que ainda consegue trazer alguma coisa interessante na área de shows para Brasília. E, aí, o que a mídia da cidade faz? Coloca uma matéria menor que a do Calypso DO PARÁ. Os shows não enchem, não se pagam e lá vamos nós gastar nosso dinheiro nos TIMs da vida - que esse ano teve edição até em Vitória - reclamando que nunca os shows bons vêm a Brasília.

*imitando o post dele, também com título new-orderiano.

10.11.06

Meninas levam salgados. Meninos levam refrigerante.

"I would like a place I could call my own
Have a conversation on the telephone
Wake up every day that would be a start
I would not complain of my wounded heart."

New Order - Regret

É... Hoje vai ser uma noite de muitas lembranças e alguns arrependimentos.

6.11.06

Purgatório da Beleza e do Caos

Coloquei mais fotchenhas do Rio no Flickr. Um mate e um saquinho de Biscoito Globo pra quem aparecer por lá.

FIC com LLL

Como acontece todos os anos - mentira, só fiz uma vez - você vai encontrar aqui pequenas resenhas descompromissadas sobre os filmes que assistirei no Festival Internacional de Cinema de Brasília. E pra auxiliar ainda mais os 4 leitores dessa birosca, criei um sistema de avaliação: a Escala Irã. Agora você vai poder entrar na sala de cinema já sabendo o nível de iranianização da película em cartaz. Assim, 0 é o filme nada iraniano e 5 é o filme que provavelmente tem uma macieira (ou cerejeira, ou amexeira, ou mangueira - Tem mangueira no Irã?), um menino descalço correndo sem rumo e vai terminar sem explicar porra nenhuma do que aconteceu nas últimas 2 horas e 40 de filme. Depois não diz que eu não avisei...


"Carteirinha, por favor."

37 utilidades para uma ovelha morta (Ben Hopkins/Reino Unido): sério, o nome do filme é esse mesmo. E não é uma metáfora. Nesse filme, um documentário com algumas cenas hitóricas reconstituídas, você fica mesmo sabendo o que fazer com uma ovelha morta. Se você gosta de History Channel ou National Geographic, também vai gostar de "37 utilidades...", que conta a história de um povo que vivia no c... do Judas entre o Afeganistão, Rússia e China e acabou na Turquia. Tá, vai, é legalzinho.
Avaliação: 1 iraniano (Porque é falado quase 90% do tempo em uma língua estranha.)

Half Nelson (Ryan Fleck/EUA): mais um filme mostrando o racismo e as mazelas da sociedade americana. Tipo "Crash", só que mais profundo e mais com cara de filme independente. O nome do filme deve ser uma referência a alguma medida de drogas, já que o filme é sobre isso, não sei bem. Alguém me explica? Belo filme.
Avaliação: 1 iraniano (Porque de vez em quando ele fica lento demais)

O Céu de Suely (Karim Aïnouz/Brasil): bom, filme brasileiro que se passa no interior do Nordeste é sempre aquela coisa... "Tem que ser cru, sem maquiagem, sem diálogo." Tá, tudo bem, mas um molhinho, uma edição menos corte seco, bem que podia, né? É bonito, a história sensibiliza - uma garota que "se rifa" pra conseguir fugir do sertão - mas tenho minhas ressalvas.
Avaliação: 3 iranianos (Porque, além de tudo, o diretor tem nome de turco.)

Red Road (Andrea Arnold/Inglaterra): depois de receber a indicação de um amigo cineasta e de treinar a pronúncia correta pra falar na bilheteria, lá fui eu ver o Red Road. E foram 113 minutos louco pra ir no banheiro e sem conseguir levantar com medo de perder uma parte do filme. Suspense do começo ao fim na história de uma funcionária dessas centrais de monitoramento de cidades que revê, em uma das câmeras de vigilância, um homem que marcou a sua vida. Muito bom.
Avaliação: 0 iranianos

O talento de cada um (Andrew Wagner/EUA): mais um daqueles filmes que você assiste e depois pensa
"o que eu digo se me perguntarem se eu gostei?" Eu ACHO que gostei porque adoro road movie. Mas a história de uma família cruzando os Estados Unidos e "discutindo a relação" é uma coisa de maluco. Melhora um pouco quando você lê os créditos e entende o filme. Não recomendado para casais em vias de se casarem.
Avaliação: 2,5 iranianos (Só pra me garantir se você não gostar)

4.11.06

Cozinha Prática de LLL

Prato de hoje: Feijoada à Universal

- Dirija-se até o Paulicéia, a.k.a Bar do Raul, na 113 sul;
- Peça uma marmita de feijoada magra;
- Tome um caldinho de feijão enquanto espera;
- Volte ao seu lar;
- Coloque um prato grande sobre a embalagem de alúminio aberta;
- Em um movimento rápido, dê um giro de 180 graus, invertendo as posições do prato e da embalagem;
- Levante a embalagem de alumínio pronunciando a palavra "Voilá!"

Serve 1 faminto.

3.11.06

Loiras, morenas e ruivas

Duvel
Maredsous 6
La Trappe Blond
Eisenbahn Strong Golden Ale
La Trappe Quadrupel
Chimay Peres Trappistes
Bohemia Confraria
Paulaner Salvator

Tudo isso às 3 da tarde de sexta-feira.
Boas férias pra você também!

Robôs x Humanos - A batalha final

De um lado uma nave luminosa piramidal pilotada por 2 robôs. De outro, 3 homens de preto. No meio dessa briga, milhares de pessoas embasbacadas. Entre elas, eu.



Impossível não pensar que no painel daquela pirâmide não houvesse apenas um grande botão vermelho, que foi ativado no começo do show do Daft Punk e só foi desligado no final. O playback mais pirotécnico do planeta. Mas ninguém se importou. Algumas pessoas não conseguiam nem dançar diante daquilo tudo. Clássicos, clássicos e mais clássicos da música eletrônica. Torçam o nariz os defensores dos outros tipos de músicas mas existem, sim, os clássicos eletrônicos. E foi lindo, emocionante, mesmo sem um "bis". E acho que ninguém se importaria se eles apertassem o grande botão vermelho e tocassem as mesmíssimas músicas outra vez. Éramos todos máquinas repetidoras ali, naquele momento.



Dois dias depois, o trio do Brooklin deu o troco pelos humanos. Uma base tocada por Mix Master Mike e 3 três poderosas vozes quarentonas estraçalhando com nossos ouvidos. Uma pancada. Pessoas quicando até o teto. Eram os Beastie Boys em carne, osso e cordas vocais. Era a reviravolta do "ao vivo" contra o eletrônico. E quando todos pensavam que tinha acabado, ainda faltava "Sabotage". A última música do show, a última música do festival. E tocada com baixo, guitarra e bateria, pelas 3 bestas do hip hop. Até agora não sei o que me acertou.



No fim, impossível declarar um vencedor. A batalha entre máquinas e pessoas continua indefinida. Pelo menos até o próximo festival. Uma guerra em que os únicos feridos foram as pobres articulações das minhas pernas.

1.11.06

Entre o 9 e o 10




Assim em Ipanema como na vida.

31.10.06

O Rio de Janeiro continua... uma covardia!


Marina da Glória

3 x 1



Pode parecer bobagem, mas conhecer o Mário Filho, também conhecido como Maracanã, era um sonho de criança. E foi como me senti lá, falando palavrão, pulando feito um louco e vendo o meu time jogar. Claro que nem sempre as coisas são perfeitas, o Flamengo perdeu, mas eu saí com um sorriso campeão de lá. Um pequeno sonho realizado no maior do mundo.

1.10.06

A Festa - estranha com gente esquisita - da Democracia

Essa é, definitivamente, a eleição mais estranhas que já presenciei na minha vida. E olha que minhas lembranças sobre o pleito são muitas e distantes...

...

A política gravitou na minha vida desde cedo. Estar em Brasília e ser filho de um funcionário da Câmara ajudaram. E me renderam boas histórias. As mais antigas são da "eleição" do Tancredo Neves. Já era as "Diretas Já", mas, mesmo assim, meu pai arrumou uma porção de adesivos e bottons do Tancredo Neves. E do Maluf. Montei uma barraquinha na varanda da casa da minha vó para vender os adesivos e tentar faturar algum. É, essa veia empreendedora nunca mais foi pra frente. A não ser quando eu vendia traduções xerocadas de "London, London" para as menininhas do Santo Antônio. Mas isso é outra história.

...

Para a posse do presidente, uma comitiva de Minas Gerais aportou na minha casa. E eu, moleque, tentando entender aquilo tudo. Entre os quase 20 hóspedes (repito, quase 20 hóspedes) no meu apartamento, o futuro prefeito de BH, Governador de MG, Senador da República, Eduardo Azeredo. O pai dele, Renato Azeredo, foi um dos mais importantes políticos do Brasil. O meu pai trabalhava para ele e era o deputado que enrolava os cigarros de palha que eu fingia fumar nas festas juninas da Escola Classe da 314 Sul.

...

Foi na mesma época uma feijoada surreal acontecida lá em casa. Coitada da minha mãe, que nessas horas era cozinheira e camareira de toda essa turba. Só lembro do Aecinho, quando só era ainda o neto do Tancredo, e do Hugo Carvana almoçando sentados na minha cama. Não me perguntem como o ator foi parar lá em casa. Bom, o presidente não estava, então não podem acusar a feijoada da minha mãe de ser a culpada pelo piripaque queo Tancredo teve depois.

...

Depois de toda essa confusão, vieram as primeiras eleições de verdade para presidente. E a diversão era conseguir os adesivo dos candidatos. Desta vez só pra colecionar mesmo, não pra vender. Lembro de revirar o Setor Comercial Sul atrás dos comitês, pra completar minha coleção. Até um adesivo do Marronzinho (lembram dele?) eu consegui. Só não consegui mesmo um do Gabeira. A porta do comitê do PV estava trancada e, apesar de ouvir barulho lá dentro, ninguém abriu quando chamei. Lembro de ter achado estranho o cheiro de mato queimado que vinha do escritório. "Eles não são contra as queimadas?" Criança é muito curiosa. Foi nessa época, também, que entrei para o Clube dos Tucaninhos, do PSDB. Pena eu não ter mais a carteirinha pra mostrar. E sempre jurei ter votado no Mário Covas. Agora me lembrei que votei, sim, nele. Mas em uma votação organizada na escola, já que eu só tinha 12 anos em 89.

...

Sobre os anos Fernando Henrique eu não tenho nada muito interessante pra contar. Acho que eu (e os meus hormônios) tínhamos coisas mais importantes pra fazer do que correr atrás de adesivos de candidatos.

...

Na última eleição, votei no primeiro turno e fugi para a Europa no segundo. Mas acompanhei, de longe e emocionado, a posse do presidente-operário. E respondi com esperança às perguntas feitas pelos gringos sobre o futuro do Brasil. Voltei, participei desse governo e vi todas essas esperanças, que tinham vencido o medo, indo por água abaixo em um valerioduto.

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E agora isso. Uma eleição estranha, que misturou um asco, uma indignação de uma parte das pessoas, com as leis eleitorais mais esquisitas e os menores caixas (1 e 2) de todos os tempos. Ia ser difícil conseguir uns adesivos pra vender se eu ainda fosse um garoto. E ainda podia ser preso por isso. Semanas se passaram até que algum movimento de campanha aparecesse nas ruas. Parece que em todo país foi assim. E uma luta, uma luta dura pra escolher em quem votar. Até achei bom ter que justificar meu voto no primeiro turno, mas não escapo do segundo. Duro vai ser justificar o voto em qualquer um dos candidatos. Mas será que isso não é bom? Esse nosso nível de exigência crescendo? Em 89 era Aureliano Chaves, Afif, Enéas, Collor... E, pelo menos é o que eu me lembro, as pessoas não tinham essa dor toda pra votar.

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Bom, essa é a minha carreira política. Eu não sei você, mas acho que política tem que ser discutida em mesa de bar sim. Ou em blog. Porque sou eu que agüento essa turma toda em Brasília depois. Mas, pelo menos umas boas histórias a gente tem pra contar depois, como a festa que juntou Dirceu e Bornhausen. Mas isso eu conto na eleição que vem. Bom voto, pessoal.

Hora de voltar

Garage. 1h20. DJ tocando Nego Moçambique. E a ficha caindo que é hora de voltar.

27.9.06

Na reta final!



Paquistão Urgente! Por todo mundo, aumenta o apoio ao candidato Geraldo Alckmin e a esperança de um segundo turno na eleição presidencial. Agora vai!

20.9.06

Distraído da estética

L: raspei minha cabeça
B: ohhh! tava nervosa?
L: não.
B: a escova não firmava?
B: sua chapinha estragou?
B: tentou o ferro elétrico, mas franziu demais?
L: usei a máquina errada em casa. Tive de ser levado às pressas pro salão.
B: ohhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Post inspirado nela.

15.9.06

Five Years

Saudade de sentar sozinho em uma praça para sentir saudade. Saudade de escrever para matar o tempo. Saudade de quando eu começava a escrever bem por aqui. Saudade de fotografar. Saudade de segurar todas aquelas fotos no papel. Saudade de quando minha vida não era esse louco ciclo Drummondiano. Tenho até saudade de um tempo que não foi. Saudade de ser um belo de um ignorante. De não ter consciência de nada. Saudade de sonhar. Saudade de ser ingênuo. Saudade de acreditar em um monte de coisas. Saudade de quando eu era menos melancólico. Mas é só saudade. E saudade, saudade também passa.

14.9.06

Um português queria passar com um gambá pela alfândega...



Juro que tentei pensar um comentário minimamente publicável sobre isso mas não consegui. Ah, se fosse nos meus tempos de Canalha...

Agora eu entendi...

"A PESQUISA PRESIDENCIAL NÃO DIVULGADA
Não deixem de abrir o site. Muito importante.
Esta é a realidade das pesquisas e que está impedida de ser divulgada, fonte site abaixo. http://www.paulofuentes.com.br/simulacao-presidencial-2006-resultado.htm não com 2.500 pessoas ouvidas em 150 municípios, mas com 1.780.000 em todos estados do Brasil e de todas as faixas etárias e níveis sociais e sexos MASCULINO FEMININO HOMOSSEXUAL.
D I V U L G U E M"


Ainda bem que em toda família tem um reacionário pra abrir nossos olhos para essas coisas que a TV nos esconde, né? Quando eu ia descobrir que HOMOSSEXUAL já tinha virado um Terceiro Sexo, como diria Humberto Gessinger? Pesquisa séria é outra coisa mesmo.

9.9.06

Já disse...

...que eu *coração* WiFi nos aeroportos?

PS2: Pena que não é de graça. Mas o que é de graça hoje em dia???

Er... sim?

Moça: você não chorou nada?
Moço: se nem o noivo, que deveria estar em prantos, chorou, porque eu deveria?

PS.: pela primeira vez na vida, vi alguém errar a mão de colocar a aliança. Bom, era o primeiro casamento dos dois. Entende-se.

30.8.06

Som na caixa



Se você é um daqueles saudosistas que nunca se conformaram com o fim do vinil, aqui vão 100 razões pra você não ficar tão chateado assim.

Mas se ainda assim você não se convencer, dá para ter de volta um pouco da sensação de manusear um vinil com esse programinha aqui. (Para macmaníacos only, sorry, perifa!)

18.8.06

O absurdo teatrinho do stress

A premissa básica é: se não tiver stress, é porque não tem trabalho. Você sentou a bundinha na frente do computador às 9 da manhã - e só levantou às 7 da noite - fez todo seu trabalho e está indo embora. As caras de bunda abundam! "Mas como?!?! Já vai sair?!?!" Chega ao ridículo de procurarem um papel em cima da mesa, qualquer coisa, que possam te passar pra você ficar até mais tarde, virar a noite não fazendo nada, se for preciso. Aí a turminha do stress faz assim: rala até de madrugada e sabe o que fazem no meio da tarde, tipo 4 horas? ELES DORMEM NO SOFÁ DO ESCRITÓRIO!!! Peraí... Não era melhor dormir cedo e trabalhar de dia?!?!!? Não... Eficiente é quem tem olheiras, a pele sem viço e quem anda quase se arrastando de cansaço. E tem mais o terror via celular, as indiretas idiotas, as cobranças descabidas. Eu tinha dúvidas sobre um ditado que costumam pregar por aí. Mas, aqui, quem trabalha muito, trabalha mal mesmo.

16.8.06

Um Engov, por favor...

Já tiveram ressaca de trabalho? Daquelas brabas, de virar e falar "Eu nunca mais vou trabalhar na vida"? Tô eu hoje. Enrolando o dia inteiro enquanto o mundo cai a minha volta. E pensando, até demais, na vida. E escrevendo blog de menininha fazendo diário. Só pra matar o tempo. Acho que vou é até a esquina tomar um sorvete e espairecer. O que que toma pra ressaca de trabalho? Eu preciso urgente descansar...

Confissões de Adolescente

Um dia eu vou ter um gato. Vai chamar Jobim.

Mentira é que nem o Nelson Ned...

Eu não gosto de mentir. Detesto. Claro que tem gente que gosta. Mas eu, como não minto freqüentemente, deixo frouxas todas as pontas das minhas mentiras. Não sei como fazer, não tenho o método que todo bom mentiroso deve e precisa ter. Eu vou aumentando a mentira. Sabe bola de neve e, de repente, eu já estou tendo que inventar uma viagem pra China, pra poder justificar as mentiras anteriores. Saco. Eu não sei mentir. E sei menos ainda como reagir quando sou pego. Essa é a verdade.

14.8.06

Big Field News



Lei Seca, pero no mucho.

4.8.06

Dilíça!

Depois do picolé de chuchu, a onda do verão (?) é o picolé de pepino.


Pior que é sério...

27.7.06

Isso aqui ainda é um blog bofe



Saudações rubro-negras!

19.7.06

5 motivos pelos quais queria fazer um novo blog

1 - Eu tenho um assunto maravilhoso pra escrever;
2 - Um assunto com histórias engraçadas e horripilantes;
3 - Esse assunto pode ser recheado com muitas fotos;
4 - É um momento novo na minha vida, enquanto pessoa, que eu queria registrar;
5 - Estou com saudades disso aqui e de vocês.

1 motivo pelo qual eu não vou fazer isso

Porque, simplesmente, não posso. :/

28.6.06

Vendi a alma. Mas cobrei caro.

Estou deixando a senzala onde ralei por 2 anos e meio pra entrar por um caminho que, pelo jeito, parece sem volta. E, claro, se eu já escrevia pouco por aqui, vou escever ainda menos. A não ser que eu resolva entregar como é feita uma das salsichas mais desgostosas que existe. Ainda estou pensando na possibilidade. Para os interessados em contactar-me, utilizem o endereço pessoal ao invés do comercial. Quem sabe, sabe.

9.6.06

Já nas lojas...



... o novo CD de Sandy e Júnior!

Post gafanhotado dela e photoshopado aqui.

2.6.06

Ritão qué bão!



Disc: 1
1. Gorillaz - DARE (Soulwax Remix)
2. Depeche Mode - A Pain That I'm Used To (Jacques Lu Cont Remix)
3. New Order - Waiting For The Sirens? Call (Planet Funk Remix)
4. Röyksopp - What Else Is There? (Trentemoller Remix)
5. Ladytron - Sugar (Jagz Kooner Mix)
6. Tiefschwarz feat. Matty Safer - Warning Siren (Buick Project Remix)
7. Daft Punk - Technologic
8. Moby - Dream About Me (Sebastian Ingrosso Remix)
9. Shiny Toy Guns - Le Disko (Tommie Sunshine?s Brooklyn Fire Retouch)
10. The Egg - Walking Away (Tocadisco?s Acid Walk Mix)
11. Goldfrapp - Ooh La La (Tiefschwarz Remix)
12. N.E.R.D. - She Wants To Move (DFA Remix)

Disc: 2
1. Daisy Daisy - Michelle Plays Ping Pong
2. M.A.N.D.Y. vs. Booka Shade - Body Language
3. Trick & Kubic feat. Valeska - Easy
4. Armand Van Helden - Sugar (Paper Faces Remix)
5. Laid feat. Yota - Me
6. Freeform Five - No More Conversations (Mylo Remix)
7. Tonite Only - Danger (The Bomb)
8. Alter Ego - Rocker (Eric Prydz Remix)
9. Digitalism - Zdarlight
10. Tom Novy feat. Michael Marshall - Your Body (Gianluca Motta Remix )
11. Till West & DJ Delicious - Same Man
12. Supermode - Tell Me Why

Aqui ó.