13.10.08

Colocando as coisas nos trilhos



Daqui a pouco eu retomo esse buteco aqui, depois de tantas promessas. E começo contando das minhas férias em Los Angeles e San Francisco. Vai se acomodando, que já já a gente sai. Pode ficar em pé na lateral se quiser. Mas sempre olhando pra frente.

30.8.08

Momento Amigo Gay da semana

Eu vim pela experiencia socio-antropologica. Mas nao tem como eu nao me sentir o amigo gay passeando pela Jose Paulino, com uma amiga (serio, amiga), procurando roupa.

Em tempo: a falta de acentos e porque escrevo do telefone, enquanto minha amiga se estapeia por um vestidinho. Vou la resgata-la.

Update: comi um milho na palha, e nao no potinho, como e moda por aqui. - 10 pontos gays.

Update 2: - Nunca um namorado meu saiu pras compras assim comigo.
- Voce ta andando com os namorados errados.
(Depois eu pensei melhor e o errado devo ser eu.)

29.8.08

E falando em trânsito...

Título não aprovado para Nissan:

"Se for para ficar preso no trânsito,
que, pelo menos, você tenha cela especial."

Ladeira, engarrafada, abaixo

Chegar no fim do dia (de ontem) e constatar que passei mais tempo dentro do carro do que trabalhando já pode ser considerado um dos pontos baixos da minha história paulistana.

Tudo bem que a viagem para Campinas ajudou. Mas o trânsito de São Paulo deu números finais a esse absurdo.

26.8.08

Rua da Mata Vida

Se algum dia você entrar de carro na sua rua estreita, às 10h30 da noite, exausto do trabalho, tendo que chegar logo em casa pra escrever mais uns 100 títulos, e precisar esperar infinitos 10 minutos, porque um caminhão de lixo trafega vagarosamente atrapalhando a passagem, não pense que você é o mais infeliz dos mortais. Lembre-se: tem alguém, provavelmente mais exausto que você, catando sacos de lixo em uma rua estreita às 10h30 da noite.

Ensaio sobre a visão



“Ensaio sobre a cegueira” (Blindness), o novo filme de Fernando Meirelles inspirado no livro de José Saramago, tem todos os capítulos da velha batalha entre a obra escrita e a adaptação para o cinema. As traduções literais, as licenças poéticas do diretor, o corte de partes importantes do texto original. Tudo isso sem comprometer a qualidade e a emoção da película, que, ainda assim, fica alguns degraus abaixo do livro.

Isso pode soar óbvio, mas, no caso específico desta adaptação, um detalhe é ainda mais cruel com a obra audiovisual: um livro que fala sobre a cegueira causa uma ansiedade ainda mais intensa, já que o ato de ler, em si, é cego. Tudo é imaginado, nada é visto em um livro. Essa força se perde no filme, onde tudo é retratado. Mesmo com o diretor usando uma fotografia extremamente branca e “estourada” para transmitir a angústia trazida pela cegueira da história.

O roteiro, no entanto, consegue passar bem o conflito de uma humanidade que, de repente, se vê completamente cega e sem saber como agir. O roteirista Don McKellar, que também atua no filme no papel do Ladrão, manteve os pontos chave do livro e, assim, construiu uma história bem contada, que prende a atenção de quem assiste, ao mesmo tempo que mantém o lado filosófico da obra de Saramago, no qual o ditado “em terra de cego quem tem um olho é rei” é reinterpretado de uma maneira supreendente.

Ao contrário de “O Jardineiro Fiel”, filme anterior de Meirelles, que me parece “cinemão americano” com uma estética mais independente, o Ensaio pode ser encarado de maneira completamente oposta: um filme independente – tanto na concepção quanto na temática – com uma cara mais comercial. E, isso, no melhor sentido possível, quando o refinamento e o conhecimento da técnica estão totalmente à serviço da obra, além da presença de atores renomados do cinema holywoodiano.

E sobre as atuações, confesso ter um pouco de resistência à Alice Braga, sempre com um inglês que não é perfeito mas sem a humildade de se assumir assim. Ainda mais fazendo um papel de tanto destaque no filme (A Mulher de Óculos Escuros) e tendo que contracenar com a Julianne Moore, que dá um banho no papel principal e consegue até ficar feia em alguns momentos do filme. Mark Ruffalo e Danny Glover, que merecia mais momentos no filme, fazem um “par perfeito” com as duas atrizes.

No fim das comparações entre a obra de Saramago e a de Meirelles fica a satisfação de poder aproveitar as duas sobre pontos de vista diferentes. Sem trocadilho.

“Ensaio Sobre a Cegueira” estréia no circuito comercial brasileiro dia 12 de setembro.

23.8.08

Manggia!



Pra começar bem a parte "saúde" do mantra:
Rigatoni ao molho de tomate e mussarela ao forno!
:D

Saúde e escrita

Esse será o meu mantra daqui para frente. Chega de perder tempo e gastar energia com coisas "menores". Não prometo, mas é grande a probabilidade disso aqui voltar a ficar movimentado. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

15.8.08

Um amor, um sorriso, uma flor



Me emocionei, mas não chorei.
Medo que o som da minha lágrima atrapalhasse João.

01- "Aos Pés da Cruz"
02- "13 de Ouro"
03- "Wave"
04- "Caminhos Cruzados"
05- "Doralice"
06- "Meditação"
07- "Preconceito"
08- "Disse Alguém"
09- "O Pato"
10- "Corcovado"
11- "Samba do Avião"
12- "Lígia"
13- "Você Já Foi à Bahia?"
14- "Rosa Morena"
15- "Morena Boca de Ouro"
16- "Desafinado"
17- "Estate"
18- "Só Vou pra Casa"
19- "Chega de Saudade"
20- "Isto Aqui o que É"

Bis

21- "Chove Lá Fora"
22- "O Nosso Olhar"
23- "Bahia com H"
24- "Da cor do pecado"
25- "Samba de uma Nota Só"
26- "Retrato em Branco e Preto"
27- "Samba de uma Nota Só"
28- "Guacyra"
29- "Pra Machucar Meu Coração"
30- "Garota de Ipanema"

8.8.08

Sorry, Periferia!



Poltronas C 17 e C 19. Deixa eu repetir: fileira Cê! A, B e, depois, C.

31.7.08

Athos Bulcão 1918 - 2008



Convivi com Athos Bulcão nos melhores anos da minha vida.
Lá no Guará, na casa dos meus avós maternos.
Meu tio, engenheiro, trabalhou nas obras do Palácio do Itamaraty. De lá, trouxe algumas sobras de azulejos que seriam colocados na garagem onde eu jogava bola durante a minha infância. Era um grande painel branco e azul, cheio de formas estranhas, que não se encaixavam, mas de uma beleza que chamava minha atenção desde moleque. Só muito tempo depois me dei conta do tesouro que estava naquela garagem. Muito tempo depois do falecimento dos meus avós e da casa ter sido alugada. Espero que os novos inquilinos saibam reconhecer aquela obra de arte que, por muitas vezes, pensei em fotografar como recordação. Da minha infância e, agora, de Athos Bulcão. Sinto a perda do fundo do coração. E gostaria de ter visto mais Athos Bulcão por Brasília do que Niemeyer.

18.7.08

Segunda Opinião

O doutor falou que meu coração está perfeito.
Errou longe.

7.7.08

Um segunda-feira cinza, apesar do sol

Se me pedissem pra descrever São Paulo em uma palavra, eu dira: intensidade. Nada é morno aqui. O trabalho é intenso, as transgressões são intensas, as paixões também. O coração tem que ser forte aqui. No sentido físico e também sentimental. Não é fácil não.

No sun will shine in my day today
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.

No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweetcaresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off theground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?

I said life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concreate jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now

Concrete jungle, what do you got for me now?


Concrete Jungle - Bob Marley (Em outros tempos eu recomendaria a versão da Céu. Mas, hoje, vai a soturna versão original mesmo)

Bons tempos que um dia voltam

Quando eu leio os arquivos mais antigos do LLL, eu tenho até vontade de chorar. Onde foram parar aqueles textos???

6.7.08

Paixão retribuída



3 x 0 no Náutico.
O Vasco perdeu.
O Fluminense perdeu (De novo)
O Botafogo ganhou (E deixou o Grêmio longe)
É muito bom ver que algumas paixões são retribuídas.
E eu, como sempre, invisto nas minhas paixões: Maraca, dia 13 estou aí de novo.

4.7.08

Self-defense

O apaixonado é um idiota com uma boa causa.

Pequeno Rol de Gentes Odiosas - Nova inclusão

Motoboys de São Paulo (agora o ódio é oficial)

Estupradores
Guardadores de Carro
Motorista de Táxi de Lima, Peru

1.7.08

Pequeno Inventário Eletrônico 2008 (JAN - JUL)

Sharam @ Centro de Convenções - Brasília
Mark Farina @ Clash - SP
Sterac @ Clash - SP
Tocadisco @ D-Edge - SP
Tiefswarz @ D-Edge - SP
Dusty Kid @ Clash - SP
Chris Liebing @ Clash - SP
Deadmau5 @ Anzu - Itu

29.6.08

O maior rato do mundo



Quando todas as revistas e sites falavam da revelação que era o Deadmau5 ("dead mouse"), eu achava meio exagerado. Tudo isso por causa daqueles housezinhos divertidinhos progressivinhos dele? Então resolvi encarar 100 km de estrada para ir, acreditem, até Itu para ver o canadense tocar. Verdade, ele fez uma tour pelo Brasil e não tocou em São Paulo o que, de certa forma, até aumentou minha desconfiança. Mas como eu tenho um set dele que não pára de tocar no meu computador, achei que valia o esforço.

E que esforço. Na terra onde tudo é grande, mega fila, mega confusão. O mega club Anzu parecia não estar preparado para tanta gente. E fez feio na entrada. Mas acertou lá dentro, com uma super aparelhagem de som e luz (ver foto). Depois do calvário para entrar (1h20 de demora), relaxei e esperei a chegada de uma noite cheia de house progressivo que, apesar não ser meu estilo preferido, não me incomoda. Parecia tudo pronto para combinar com as patricinhas e os patricinhos "ornando" com suas champanhes na mão. Mas o Deadmou5, que não tinha nada a ver com isso, surpreendeu a todos. Mentira, acho que só surpreendeu a mim mesmo, que pouca gente ali parecia se dar conta de quem ele era.

A supresa começou com a enorme cabeça de rato vestida por ele, que eu acreditava ser uma coisa só para as fotos de promoção. E continuou com MUITO techno, MUITO electro, MUITO electro house e MUITO POUCO house progressivo. Se me lembro bem, depois de tanta vodka, foram "Not Exactly" com uns vocaizinhos meio tribais, "Jaded" e mais umas 2 ou 3 músicas do estilo. No resto, porrada muito dançante! Como é bom não esperar nada e receber tudo. Ainda mais se forem 3 horas de música pra pular e gritar como se eu estivesse em um show. Desde o Booka Shade, no TIM Festival de 2006, eu não dançava tanto.

E Itu, com seus exageros em forma de objetos gigantes, mostrou que críticos não exageravam quando falavam desse super rato de cabeça vermelha.

16.6.08

Justiça seja feita



Dia 27 de Setembro, no Brasil.
Et Justice pour tous.

2.6.08

Raça, amor e paixão



Expelí um câncer ontem. Pela garganta.

28.5.08

Open the gates

Eu não sei se eu já falei aqui que, quando eu sou bom, eu sou muito bom. Mas, quando eu sou mal, eu sou um filho da puta do caralho de mal. Coitado de quem despertou o taurino que está a flor da pele ultimamente.

25.5.08

O bom filho



O melhor não é morar em Brasília. É voltar para cá.
Rever a família, os amigos e tirar fotos incríveis mesmo com uma câmera vagabunda de celular.

18.5.08

Não se reprima



Ainda bem que nunca falta piada pronta, praquelas semanas em que você está com um mal-humor do cão.

A era da ansiedade

Agora, tudo é para agora. O sucesso tem que ser para já. O amor tem que ser para já. A felicidade tem que ser para já. Parece que cada minuto perdido é um ano de vida que se deixa escorrer pelos dedos. É hora de fazer depressa, de conquistar a qualquer preço, de ver o resultado a qualquer custo. E, daí, perde-se o pensar. Refletir leva um tempo que não temos. E perde-se o errar, que já não é permitido, pois tentar outra vez também é utilizar um tempo que já não dispomos. Sem poder refletir, sem poder errar, sobra a ansiedade, o medo, a pressão no peito que nunca passa, a úlcera e a insônia. Sobra a tristeza que, essa sim, chega rápida e intensa. É hora de respirar fundo, recomeçar, colocar o tempo no seu devido lugar.

15.5.08

El toro sufre



¿Y donde sacar las fuerzas ahora?

O Homem fora de Timing

Até o post é fora de hora. Era para ter sido escrito há muito tempo. Pra falar do Homem fora de Timing. E me desculpe o uso da palavra estrangeira, mas não existe nada em bom português que exprima melhor esse conceito. A fração de segundo exata que define o que é bom e o que é ruim. Aquele fio de cabelo de tempo que separa o que será do que poderia ter sido. E o Homem fora de Timing é aquele que não acerta nunca esse momento. Seja na piada, seja na resposta, seja nas decisões que podem mudar o rumo da sua vida. Ele está meio ponteiro atrás. Ou à frente. O click nunca é escutado quando deveria. Já passou, ele perdeu. Foi adiantado, não era ser naquele momento. Muitas vezes esse descompasso vem da simples escolha, mas aparece, também, por ele ser, irremediavelmente, o Homem fora de Timing. E nada se ganha sendo alguém que luta dia após dia contra o tempo. E muitas são as perdas. Perde o ônibus, perde a tirada, perde a namorada, perde o futuro. Muito mais eu teria a dizer sobre o Homem fora de Timing e seus inevitáveis tropeços com os segundos, minutos, horas. Mas, como eu já falei, esse post também perdeu o bonde. Porque essa já não é a hora certa para acrescentar mais nada sobre o Homem fora de Timing.


1 ano depois. Que belo retorno...

12.5.07

Tempos Modernos

Solteiro: Aquela sua amiga é comprometida?
Casada: É. Com aquele rapaz do lado dela.
Solteiro: Mas eu tô olhando pra eles faz 40 minutos e nada de um beijinho, um carinho, nem mãos dadas?!?!
Casada: É que eles são casados.

11.5.07

As coisas como elas são

Seu Nilson, meu avô, pode ter feito muitas besteiras no que diz respeito ao relacionamento com seus netos. Mas é dele o ditado que mais ressoa na minha cabeça ultimamente e que vai ser um mantra para mim daqui para frente:

"Pra comer a minhã mãe tem uma fila. Dar o cu pro meu pai ninguém quer."

10.5.07

Vale tudo, Gil?


"Ele me bateu, me xingou, me jogou areia, quebrou minha boneca..."

Parecia briga de colégio. Vocês viram? Clodo Vil chama a coleguinha Cida Diogo de feia (boba e chata), que vai correndo falar com o bedel Inocêncio. Aproveito para mandar um abraço para meus amigos paulistas, que tanto me sacanearam por ser de Brasília, e são os responsáveis por colocar essas duas crianças no Parlamento.

2.5.07

Rápida reflexão aos 30

Alguma coisa eu vou ter que mudar daqui pra frente.

8.4.07

As (musicais) aventuras de LLL em São Paulo



O Stand Center era um dos maiores "Xing-Lings" de São Paulo, a Feira do Paraguai dos paulistas. Mas foi fechado há algum tempo para virar, ironia das ironias, a sede da Receita Federal. Ficava na Rua Augusta e abrigava uma das melhores lojas de CD da cidade, a Compact Blue. Essa foi a má notícia. A boa é que a loja foi logo reaberta a alguns metros do local original, na sobreloja do novo Ponto Center, número 1.592, a um quarteirão da Paulista. Existem outras filiais por São Paulo, mas nenhuma com a mesma variedade que a da Augusta. O que você quiser, eles têm. Se não tiverem, mandam buscar. E, olha, seu gosto musical tem que ser algo maníaco para não encontrar o que procura no meio de tantos CDs. E, quando eu voltar pra Brasília, não vou ficar carente das minhas visitas à loja. Vou comprar pelo site deles, que recebe encomendas e entrega em qualquer lugar do Brasil. Dica adicional: deixe pra escolher seus discos depois de um Beirute com batata frita no Frevo, que fica do outro lado da rua, quase em frente à galeria.

6.4.07

As (gastronômicas) aventuras de LLL em São Paulo


Petit Gateau de Rapadura com sorvete de limão e melado de cachaça do Salve Jorge.

As (misteriosas) aventuras de LLL em São Paulo

Eu já estava andando pelo centro de São Paulo por uns bons 40 minutos. E morrendo de medo. O feriado deixou as ruas vazias, exceto pelos tradicionais moradores das marquises: pedintes, bêbados e outras criaturas estranhas. E eu com minha mochila nas costas, carregada com uma máquina digital, uma máquina LOMO, um iPod e um livro, que agradaria menos o marginal que eu esperava me assaltar. Para piorar, ninguém parecia saber onde ficava o Centro Cultural Banco do Brasil. Até eu resolver apelar para um guarda sonolento em uma esquina. Andei fazendo cara de mal por mais alguns quarteirões e encontrei o museu fechado. Santo feriado santo. Acho que era outro sinal de que eu não tinha nada o que fazer ali. Resolvi procurar logo um táxi e voltar para a segurança do meu flat. No caminho até uma das avenidas do centro, passo em frente a um pequeno restaurante. Nada escrito na fachada, somente uma imagem impressa de São Jorge colada acima da entrada. Uma porta estreita levava a um corredor que parecia ainda mais apertado, cheio de mesas. As paredes estavam cobertas de fotos de pessoas desconhecidas, emolduradas das formas mais diferentes possíveis. E, lá no fundo, um velho garçom uniformizado olhava emburrado para mim. A cara dele me dizia que ele devia ter uns 148 anos, sendo que 146 deles servindo nesse lugar. Achei o lugar ótimo para uma despedida daquela manhã, mas um croissant, que eu havia comido alguns minutos atrás, acabou me impedindo de entrar ali. Caminhei por mais um pouco até encontrar um ponto de táxi. Enquanto eu me aproximava do carro, pensei no espírito aventureiro que todo viajante solitário precisa ter. Lembrei da sensação de ir além dos guias e mapas, de fazer descobertas próprias. Essas baboseiras todas. Ao invés de voltar para casa continuei meu caminho. Dei outra volta pelos quarteirões até retornar à rua que dava no Mosteiro, perto do passeio com um canteiro, ao lado da sede de um velho banco. Foi nesse momento que minhas pernas tremeram, um arrepio me gelou os pêlos da nuca e uma sensação de falta de ar me atacou. O restaurante comprido, simplesmente, não estava mais ali. Olhei para os lados para ter certeza de que estava no lugar certo, mas meu olhar só encontrou, sentado do outro lado do passeio, um velho me olhando e gargalhando da minha cara assustada.

3.4.07

As (urbanísticas) aventuras de LLL em São Paulo




Ele: Brasília não dá para andar a pé. Tem que pegar carro pra tudo.
Eu: São Paulo não dá para andar de carro. Tem que ir a pé pra tudo.

1.4.07

Contando com LLL



#4 - Dave The Drummer - LovExpress@Lov.e
#3 - Carl Craig - IWTKM Party@Vegas
#2 - Ellen Allien - Hot Summer Nights@D-Edge
#1 - DJ Marky - Vibe@Lov.e

31.3.07

Bar Esperança, o último que fecha.

Se, às 4 da manhã, voltando pra casa, em São Paulo, é possível ver a lua cheia linda e brilhante, ainda é possível acreditar em um futuro melhor.

25.3.07

Contando com LLL



#3 - Carl Craig - IWTKM Party@Vegas
#2 - Ellen Allien - Hot Summer Nights@D-Edge
#1 - DJ Marky - Vibe@Lov.e

22.3.07

Um lugar para se viver

Surge um novo Eldorado brasileiro. Um lugar cheio de belezas e oportunidades, onde a esperança de igualdade há de renascer. Um lugar onde a pujança econômica não deixará para trás seus filhos menos afortunados. Um lugar onde os homens públicos se comprometerão com o exercício pleno do altruísmo, na luta pelos direitos de seus concidadãos. Enfim, um lugar que resgatará o verdadeiro espírito dos brasileiros de boa índole. Bem-vindos, então, ao Maranhão do Sul! E você ainda pode morar em um município chamado Nova Iorque. Loco, né?®

21.3.07

Alfabeto do LLL

Em tempos bicudos, como diria Casé, nada melhor que deixar o plano B na manga. E, claro, um plano C, também o D e, consequentemente, o plano E, o que não me impede de já começar o plano F...

14.3.07

Contando com LLL



#2 - Ellen Allien - Hot Summer Nights@D-Edge
#1 - DJ Marky - Vibe@Lov.e

12.3.07

Time warp

Existe coisa pior que fuçar compulsivamente o blog dos outros? Existe sim. Fuçar compulsivamente o blog dos outros e que nem existe mais!

11.3.07

As (comportamentais) aventuras de LLL em São Paulo

- Alguém me explica essa fixação dos paulistanos com o canudinho na balada? Cerveja em lata tomada com canudo? Vodka pura com canudo? Energético no canudo? Eu hein...

- Alguém me explica porque certas pessoas acham que pra ser ""moderno"" (com várias aspas assim mesmo) basta fazer uma tatuagem e sair mostrando na balada?

- Alguém me explica porque o carão paulista ainda impera? Isso é tão 1999...

10.3.07

As (sociológicas) aventuras de LLL em São Paulo

"Prefiro ter um filho viado do que um filho EMO!"

As (alimentares) aventuras de LLL em São Paulo

1a Teoria Nutricional de LLL:
Se você caminhar até o restaurante - independente da distância e da quantidade de comida ingerida - o exercício da caminhada anulará toda e qualquer caloria consumida.

9.3.07

Contando com LLL



#1 - DJ Marky - Vibe@Lov.e

8.3.07

As (caras) aventuras de LLL em São Paulo

Eu morro de enfarte, hipertensão, derrame cerebral, trombose, artrose, artrite, gota, pancreatite, diabetes, cirrose, embolia pulmonar, osteoporose ou qualquer coisa desse tipo, mas eu não pago 700 reais por mês em uma academia.

5.3.07

Então...

Por causa de uma inesperada e bem-vinda mudança de planos, esse blog começa transmitir, a partir de amanhã, da cidade grande, da terra da garoa, de Sumpaulo. A princípio, só por 1 mês. Mas não se eu puder evitar. Sentirei saudades do poeirão e, mais uma vez, experimentarei a melhor sensação que tenho em relação à Brasília: voltar para cá depois de um passeio pelo mundo.

"Um passo à frente
E você não está mais no mesmo lugar

Eu só quero andar
Nas ruas de Peixinhos
Andar pelo Brasil
Ou em qualquer cidade
Andando pelo mundo
Sem ter sociedade
Andar com meus amigos, e eletricidade
Andar com as meninas
Sem ser incomodado

Ná Ná Ná Ná Ná Ná Ná Ná Ná!

Eu só quero andar nas ruas do Brasil
Andar no mundo livre
Sem ter sociedade
Andando pelo mundo
E todas as cidades
Andar com os meus amigos
Sem ser incomodado
Andar com as meninas
E eletricidade"

Um passeio pelo mundo livre
- Chico Science

E antes que eu me esqueça...



Foi bom pra cacete!!!

2.3.07

O Império Contra-Ataca (ou "O lado negro da força")

Menos de um mês depois dos jornais, revistas e TVs soltarem os 4 Cavaleiros do Apocalipse (na verdade, um só: o aquecimento global), ligo a TV e vejo na CNN grandes campanhas de gigantes como a Shell e a a Exxon tentando tapar o poço de petróleo com uma rolha. Mas uma rolha de Petrus 1948, diga-se de passagem. Enquanto ONGs e instituições de proteção à natureza contam com a filantropia de agências de publicidade, produtoras de vídeo e meios de comunicação - que fazem trabalhos gratuitos em troca de prêmios (Entendeu, doutora?) - o filme da conchinha custou, segundo a minha avaliação, cerca de US$ 1,5 milhão. Só o filme, sem contar o valor da veiculação internacional. Agora, se alguém vai comprar esse argumento "estamos achando óleo em lugares que antes era impossível e as reservas vão durar muito tempo ainda", aí são outros quinhentos. Em petrodólares.

1.3.07

A verdade. Nada mais que a verdade.

Ah, a internet! Além de poder xeretar a vida dos outros e acessar pornografia gratuita, na rede ainda dá pra encontrar alguns filmes que dificilmente chegarão aqui. Principalmente documentários, esse gênero tão discriminado nos cinemas de Pindorama. Virou um vício pra mim e me afastou de coisas ruins, como meu blog. Mas, claro, eu não poderia deixar de compartilhar com os meus queridos 3 leitores as boas descobertas que fiz.

Soccer na terra do Football

A inacreditável história da primeira tentativa de popularização do futebol nos EUA, a partir da excêntrica história do N.Y. Cosmos, já fariam de ”Once in a Lifetime” um ótimo filme.



Mas a edição pop e a trilha composta de hits dos anos 70 deixam o filme tão divertido como jogar uma pelada com os amigos. Ou ficar fofocando, para as meninas. Aliás, as fofocas de bastidores e as brigas de egos entre os jogadores são as partes mais engraçadas do documentário.



Construções de papel



Ele corta, cola e retorce papéis. Está pronto mais um projeto e seus assistentes que se virem para colocar aquelas maluquices de pé. “Sketches of Frank Gehry” faz um resumo das obras do arquiteto americano e mostra ainda o seu maluco processo criativo. Ótimo para desintoxicar de tanto Niemeyer.



Filme estranho com gente esquisita


Koyaanisqatsi

Não tem como errar: belas imagens da humanidade com uma trilha musical new age acompanhando. O documentário “Koyaanisqatsi” inaugurou o gênero nos anos 80 e “Baraka” veio na cola, aproveitando os avanços tecnológicos do cinema para mostrar imagens ainda mais impressionantes. Ótimo para uma viagem sem sair de casa. Entenda como quiser.


Baraka

Um carro inconveniente



A GM desenvolve um carro rápido, econômico, não poluente e barato. E, depois, o que faz? Manda destruir todos eles! Parece brincadeira, mas está tudo documentado em “Who killed the electric car?” Em tempos de aquecimento global, mais informação sobre o assunto para você arrebentar nas discussões de butiquim.



A voz desafinada da América

Se, para você, exemplo de cantor “engajado” é o Bono Vox, assista “The U.S. vs John Lennon”. Toda a história de como as peripécias do inglês acabaram fazendo com que ele comesse o pão que o diabo amassou. Além de ter comido, também, a japonesa que o diabo amassou. Interessante ver como as situações da vida do cantor vão refletindo nas letras das suas músicas.


The U.S. vs John Lennon

Na mesma linha vai o documentário “Shut up and Sing”, que, além de tudo, tem um nome genial. Em uma espécie de “Teoria do Caos Musical”, a vocalista do trio country Dixie Chicks fala mal de Bush em Londres e uma revolução acontece nos EUA. O antes, o durante e o depois de mais um impressionante caso de “redneckism”.



Uma camera na mão e uma bala na cabeça.


The War Tapes

“Resgate do Soldado Ryan” só que ao vivo, a cores e de verdade. Tudo o que não se conta sobre a Guerra do Iraque está em “The War Tapes”, filmado e editado pelos próprios soldados americanos e em “The Ground Truth”, que fala sobre as tragédias que o Governo do Tio Sam esconde relacionadas com a Guerra. Não recomendados para estômagos fracos.


The Ground Truth

O Roriz Americano



Americanos votam mal, como os cariocas, e elegem um Roriz, como os brasilienses. “…So goes the nation” mostra a eleição Kerry x Bush em Ohio, o estado americano que é a síntese do país. As mancadas dos marqueteiros de Kerry, as maracutaias dos partidários de Bush e uma aula de como a arrogância dos intelecutais vira a maior arma dos ignorantes.



Pra pesquisar o que há de novo (ou antigo) em documentários, eu dou sempre uma olhada no site de trailers da Apple ou no blog True Films. E, se você estiver com muita preguiça de correr atrás das películas, o Tio LLL ainda pode fazer uma cópia da videoteca particular dele pra você. ;)

UPDATE

Deixei para assistir "Jesus Camp" depois de colocar esse post no ar. A idéia era fazer uma segunda parte com novos documentários. Mas não vai poder ficar para depois...



Mais assustador que o bispo chutando a santa. Mais horripilante que a menina pastora. Se o Oscar premiou "Uma verdade inconveniente" por causa do perigo do aquecimento global, devia ter dado uma estatueta também para "Jesus Camp", que concorreu na mesma categoria.



Partindo da linda premissa "se no Paquistão as crianças são treinadas pelo Islã, porque não podemos fazer o mesmo aqui?", um grupo evangélico lava a cabecinha de suas crianças em nome de Jesus, tá amarrado, irmão. Entre pérolas como "No Antigo Testamento, Harry Potter teria sido condenado à morte", o documentário acompanha 3 crianças "renascidas" na religião.



O mais interessante é que, fora cenas de um radialista americano que se indigna com o que está acontecendo nessas comunidades, o filme inteiro pode ser visto com revolta, pelos "infiéis", mas também como a materialização do Céu na terra pelos crentes. A trilha, estilo Arquivo X, contribui para dar um ar até extraterreno para o que está passando na tela. Sem dúvida nenhuma, é o mais impressionante de todos os documentários que assisti. Meda, muita meda.

Lomoman Returns



Enquanto seu post não vem, você pode ir se divertindo vendo mais algumas lomos x-processadas minhas aqui.

Espaço (vazio) Oscar Niemeyer



Estive em Goiânia na semana passada e resolvi conhecer o Centro Cultural Oscar Niemeyer (Vergonha: ainda nem fui no daqui de Brasília). Logo de cara uma coisa me chamou a atenção: o acabamento ruim dos prédios. Se você olhar bem na foto, dá pra ver que a mais nova oca do Oscar é um pouco falha. O mesmo acontece nos outros prédios, com pintura descascando e paredes irregulares. Se as construções me assustaram um pouco, o acervo ainda mais. Na verdade, não havia nada exposto em nenhum dos 3 prédios. Nada permanente que possa distrair visitantes incautos, como eu, em uma passagem rápida pela cidade. Esta semana já é possível ver exposições e shows patrocinados pelo Banco do Brasil. E, dizem, o Museu de Arte Contemporânea será instalado lá. Enquanto isso, só deu mesmo pra tirar fotos dos espaços vazios.