31.7.08

Athos Bulcão 1918 - 2008



Convivi com Athos Bulcão nos melhores anos da minha vida.
Lá no Guará, na casa dos meus avós maternos.
Meu tio, engenheiro, trabalhou nas obras do Palácio do Itamaraty. De lá, trouxe algumas sobras de azulejos que seriam colocados na garagem onde eu jogava bola durante a minha infância. Era um grande painel branco e azul, cheio de formas estranhas, que não se encaixavam, mas de uma beleza que chamava minha atenção desde moleque. Só muito tempo depois me dei conta do tesouro que estava naquela garagem. Muito tempo depois do falecimento dos meus avós e da casa ter sido alugada. Espero que os novos inquilinos saibam reconhecer aquela obra de arte que, por muitas vezes, pensei em fotografar como recordação. Da minha infância e, agora, de Athos Bulcão. Sinto a perda do fundo do coração. E gostaria de ter visto mais Athos Bulcão por Brasília do que Niemeyer.

Um comentário:

r! disse...

de acordo! ele não ficou gagá e continuou trabalhando, como o arquiteto...